
A candidata independente à presidência da Câmara Municipal de Valongo, Maria José Azevedo, apresentou os compromissos eleitorais para a área social e o sector associativo e das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). A linha-mestra do programa da candidatura independente para o sector em causa passa pelas parcerias e pelo trabalho em rede com todas as instituições, sem discriminações. O local escolhido para a apresentação das medidas foi a sede do Centro Social de Ermesinde, IPSS que vem sendo prejudicada por uma birra do presidente da Câmara, que não dá qualquer apoio a esta instituição, por não gostar de alguns artigos publicados num jornal local, que é propriedade do Centro Social de Ermesinde.
“Aquilo que pode ser feito com mais eficiência pelos cidadãos organizados, pelo movimento associativo, pelas instituições de solidariedade, pelas Juntas de Freguesia, não deve ser feito pela Câmara Municipal. Esta deve assumir um papel subsidiário, complementar e dinamizador. Esta visão do papel da Câmara face à sociedade civil passa pela concretização das novas políticas públicas assentes na prática de redes, das parcerias e da contratualização”, afirmou Maria José Azevedo.
Este princípio da distribuição de competências, responsabilidades e meios é ignorado pelo actual presidente, que prefere a política de dar nas vistas. “Por exemplo, não se entende que a Câmara não tenha recorrido às IPSS do Concelho, quando decidiu dar apoio às famílias mais carenciadas, tendo optado por fazê-lo directamente, quando não tem qualquer experiência directa nessa área. A única explicação é que assim pôde aproveitar os pobres para mais uma acção de propaganda ao Sr. Presidente. E, mesmo assim, entendeu gastar com essas famílias, em onze meses, menos do que vai pagar com quatro noites de música em Setembro e menos do que vai pagar à empresa de comunicação que faz a propaganda ao Sr. Presidente”, denuncia a candidata independente.
Os índices do Concelho de Valongo na área da solidariedade social indicam um atraso profundo face aos restantes concelhos da Área Metropolitana do Porto, designadamente nos equipamentos de apoio à Primeira Infância, às Pessoas com Deficiência e aos Idosos. “Impõe-se, por isso, em conjunto com a Rede Social, elaborar um plano de criação de novas respostas, envolvendo como é óbvio, as Instituições existentes”, frisou a cabeça-de-lista do movimento Coragem de Mudar.
A acção da Câmara Municipal tem vindo a pautar-se por acções avulsas, em que instituições com mais de mil utentes diários, como é o caso do Centro Social de Ermesinde, são ignoradas, enquanto (que) outras, porque dirigidas por pessoas da confiança do presidente da Câmara – independentemente do mérito que tenham – são privilegiadas. Neste sentido, urge reorganizar o sector e o relacionamento entre a edilidade e o movimento associativo e as IPSS. É o que se compromete a fazer Maria José Azevedo depois de eleita presidente da Câmara.
A concretização de uma rede que dê melhor proveito aos recursos existentes passa pela criação do Gabinete de Apoio ao Associativismo, de modo a que as colectividades tenham apoios essenciais à melhoria da sua acção, que será ainda potenciada pela constituição do Gabinete de Recursos do Associativismo. “Porque é importante que as diferentes instituições trabalhem de mãos dadas e não de costas voltadas, comprometemo-nos a instituir o Fórum Anual Associativo, a criar o portal na Internet do movimento associativo concelhio e a lançar uma plataforma municipal de voluntariado”, revelou Maria José Azevedo.
“Com o contributo de todos, sem discriminações sectárias, podemos e queremos ser um Concelho mais próspero, mais moderno, mais justo, mais coeso, aberto ao mundo e ao futuro. Um Concelho onde a qualidade de vida seja um objectivo permanente”, conclui a candidata do movimento independente Coragem de Mudar.
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